sábado, 4 de novembro de 2017

Dia da língua portuguesa no Brasil


            Comemora-se no dia 05 de novembro o dia da língua portuguesa no Brasil. A escolha desta data é uma homenagem ao escritor e político brasileiro Ruy Barbosa, que nasceu em 5 de novembro de 1849, e é considerado um grande estudioso da língua portuguesa. Essa data é comemorada desde 2006 no Brasil. Uma comemoração justa e importante. A língua portuguesa é falada por mais de 250 milhões de pessoas no mundo. Está presente em 9 países como  língua oficial (Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor leste) é um dos idiomas mais falado no mundo e está presente em várias diásporas mundo afora.
Segundo o dicionário língua é Sistema de comunicação comum a uma comunidade linguística.”Conjunto dos elementos que constituem a linguagem falada ou escrita peculiar a uma coletividade; idioma: a língua portuguesa.”
             Desde 1986 o português é uma das línguas oficiais da Europa. Faz parte da União Africana, das organizações Ibero-Americanas, das agências e organismos das Nações Unidas e de várias organizações internacionais. É a língua falada por portugueses, brasileiros, alguns países africanos e até na Ásia. A língua oficial do Mercosul. É herança que une comunidades espalhadas pelo mundo. Pela importância da língua ela é tida como disciplina escolar obrigatória nos países do Mercosul, fora os lugares em que ela é falada de forma não oficial.  Existe um dia em que a língua portuguesa é comemorada por todos os países falantes do português que é dia 5 de maio, e existe o Dia em que o português é comemorado no Brasil. Essa data serve para mostrar a importância da nossa língua e nos fazer ver que existe uma história, um legado cultural que inclui vários outros países. È importante homenagearmos a língua e darmos projeção ao seu significado, afinal ela é a principal forma de nos comunicarmos e de nos expressarmos seja de forma falada ou escrita.
            A língua é o meio de comunicação de um grupo de pessoas, que pode ser desde uma comunidade até uma nação. Expressa a identidade de um povo. A nossa língua portuguesa é formada por uma diversidade linguística grande, percebemos isso nos diferentes sotaques existentes entre as várias regiões do país. A própria linguagem falada contém palavras que são peculiares a cada estado, emprestando assim uma identidade cultural própria a cada região.
            A linguagem faz parte das causas que determinam a vida em sociedade, ligando a forma como nos relacionamos com o outro, possui um forte apelo comportamental e cultural, que vai variar conforme o lugar em que se vive, o sexo, a idade, a classe social que se está inserido etc. .  É um forte elemento de união de um povo, compõe a identidade de uma nação. FIORIN (1997) diz que: A língua pode ser considerada uma manifestação de uma cultura. A língua nos une a todos. É um patrimônio que deve ser preservado e valorizado, é uma língua mundial ,está presente em todos os continentes ,e a mais falada no hemisfério sul. Vemos a cada dia crescer o interesse global pelo aprendizado do português.
            Através da língua expressamos nossas emoções, sentimentos, desejo, aflições. A nossa língua faz parte do que somos, da nossa maneira de ver e de sentir a vida. Temos mesmo é que comemorar a língua Portuguesa e a sua importância histórica e cultural. A língua de Camões se torna cada vez mais importante e mais falada no mundo. A importância de datas como essa serve para reforçar o valor e as discussões sobre a língua, nos levando a refletir sobre sua importância no mundo, nas nossas vidas e na nossa história.
Mariene Hildebrando
e-mail: marihfreitas@hotmail.com


quinta-feira, 14 de setembro de 2017



Texto dos alunos



Nomes: Bianca, Maurício, Diani, Leticia
Turma 12- Técnico em Administração- 2017

Desigualdade de gênero entre homem e mulher
Art. 5º " Todos são iguais perante a lei sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
       I.            Homem e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição; "
Pesquisas apontam que a desigualdade de gênero começa desde quando somos crianças; 76,8% das meninas lavam a louça e 65,6% limpam a casa, enquanto apenas 12,5% dos meninos lavam a louça e 11,4% limpam a casa.
Vocês algum dia chegaram a se perguntar porque as meninas ganham de presente casinha, panelinhas, bonecas... enquanto meninos ganham bolas, carrinhos, aviãozinhos, super heróis como homem aranha, homem de ferro, entre outros?
Pois é, os pais e familiares tratam as crianças com desigualdade desde pequenos, pondo assim a menina em um papel de "cuidadora" e essa criação influencia toda a vida adulta. Até na escolha da carreira.
A mulher desempenha um papel no qual acha natural trabalhar de dia e durante a noite, cuidar dos filhos, dar atenção ao marido e ainda cuidar da casa, limpar, lavar louça, arrumar a casa, lavar a roupa, fazer compras.
Já em algumas profissões a participação da mulher não é só menos valorizada como também discriminada. Atualmente a mulher já tem mais direitos legítimos garantidos pela legislação trabalhista, e já são a maioria no Brasil em algumas profissões liberais. Mas a mulher precisa trabalhar dobrado para conseguir um salário igual ou aproximado do homem com até tripla jornada de trabalho.
Apesar das mulheres superarem os homens em níveis de escolaridade e representar quase 50% da população do pais, a desigualdade entre homem e mulher é grande, precisamos ocupar os espaços que ainda não ocupamos em função da desigualdade. Devemos lutar por uma sociedade mais justa e com igualdade, independente do gênero, cor, raça ou religião.
Por isso se as famílias criassem seus filhos (meninos e meninas) com mais igualdade, futuramente se tornaria mais positiva para ambas as partes. Meninos e meninas, homens e mulheres deveriam ter igualdade de condições.

Assim mostrando para as crianças que homens e mulheres dividem as mesmas responsabilidades e compromissos em casa, no trabalho e até mesmo no governo do pais. 

domingo, 27 de agosto de 2017

Divagações… aprendizados/ escolhas




É inegável que a medida que o tempo passa vamos aprendendo mais e mais sobre quem somos, sobre a vida e tudo que a envolve. A compreensão e aceitação de fatos e acontecimentos que nos envolvem e permeiam a nossa existência nos trás paz. Nem tudo conseguimos entender, mas isso já é um aprendizado, percebermos que certas coisas não entenderemos nunca. Em cada fase de nossas vidas importantes aprendizados irão ocorrer. E todos são significativos para o nosso crescimento pessoal.
.           Verdade é que no aprender a viver, está aprender a respeitar o outro. Aprender a se doar, aprender que o outro tem tantos direitos e deveres quanto eu. Aprender que nunca saberei tudo, que estarei sempre “aprendendo” . Perceber que tudo é impermanente, e é aí na impermanência que está o aprendizado. . Quando aceitamos o desapego e a impermanência, nos encaminhamos para conseguir a paz tão almejada. Só assim para haver evolução. O crescimento interno acontece na medida em que aproveitamos nossas experiências. Ciclos, a vida é feita disso. Temos que ser meio camaleônicos e nos adaptar, ou então, mudar tudo de novo e nos rebelar.
Aprender a sorrir mais, a abraçar mais, a amar, a ser gentil, ter compaixão, se colocar no lugar do outro, sublimar, abstrair, relaxar, contemplar mais. Aprender a conviver com a ausência de alguns, com o término de relacionamentos, de ciclos de vida. Aprender a recomeçar, aprender a começar. Aprender que não teremos respostas para tudo, e que podemos encarar a vida de maneira mais positiva. Desfrutando do que alegra a nossa alma, nos deixa mais feliz e torna nossos dias mais leves e coloridos. Aprender a deixar a arrogância de lado achando que sabemos tudo.
Aprender a sermos mais humildes, modestos e honestos. Aprender a nos doarmos mais! Quando nos doamos, nos entregamos, e a entrega faz com que a gente consiga aproveitar os momentos de uma forma mais completa. Abusar da sinceridade, ser verdadeiro, leal, autêntico. Aprender a ser “desafetado”, afetuoso, tem pessoas que não conseguem demonstrar o que sentem, tem que aprender. Ser fiel com tudo e com todos. Com nossas crenças e ideais, com nosso companheiro ou companheira, com nossos propósitos de vida.
Sermos nós mesmos, mas não esquecendo que viver é aprender , e que nada é imutável, que podemos errar e  acertar, e nos decepcionar, mas é só assim que melhoramos como pessoas, e só assim conseguimos nos relacionar com o outro, trocando, nos conectando com o mundo. È fato que tudo isso acontece, é importante, mas o que mais precisamos aprender é sobre o amor. Amar os outros, amar a si mesmo. A vida é movida por ele. Pode ser até que alguns discordem, mas acredito muito nisso. Não encontrei até hoje nenhum sentimento que o supere. E por amor, nós mudamos, nós tentamos, nós sofremos, nós rimos sozinhos, muita coisa boa e muita coisa ruim, é feita em nome dele.
A vida está sempre nos cobrando atitudes, estamos sempre tendo que escolher, sem  mesmo nos darmos conta de que fazemos isso a todo instante. A maior parte das nossas escolhas diárias fazemos sem perceber. Não há grandes consequências quando o fazemos. Mas a vida às vezes nos apresenta aquelas escolhas que são  muito difíceis, e que nos tiram o sono, a fome, dói o estômago, a cabeça, a gente já não raciocina. O que fazer? Viajar ou não viajar; mudar de cidade, de estado ou de país; mudar de emprego, iniciar um novo relacionamento, acabar um antigo? Os momentos de confrontos irão surgir e teremos que escolher, a dificuldade está justamente no impacto que a nossa decisão irá causar na nossa vida e até na vida das pessoas que estão ao nosso redor, que convivem com a gente, familiares, amigos, colegas, e por mais que a gente diga, “ a VIDA É MINHA, EU FAÇO O QUE BEM ENTENDO” nunca é só isso. No momento em que não decidimos algo por medo ou outro motivo qualquer, já estamos fazendo uma escolha, a de não decidir, a de não nos comprometer. Viver é correr riscos, é se aventurar a todo instante, não tem como saber se o caminho que escolhemos é o melhor, o tempo dirá. Certo é que devemos espantar o medo de escolher e de tentar, melhor se arrepender por ter tentado, de outro jeito vamos ficar apenas imaginando como seria.
Acredito que uma forma de escolher é com o coração, dificilmente ele erra, a intuição também ajuda. A primeira impressão, a primeira ideia que tivemos, normalmente é o caminho mais acertado. Deixar o medo de lado e agir. Fazer a nossa história, acertando e errando. Arriscando! Correr riscos dá medo, mas nos ajuda a alcançar nossos sonhos. Muita segurança diminui a nossa liberdade e vice versa. Temos que dosar com ousadia e coragem. Viver é isso, não arriscar é perigoso, não experimentar é tedioso. “Vambora” viver a vida que ela não espera, escolhas , aprendizados…nossa história!
 Mariene Hildebrando

Lésbicas: A invisibilidade leva a marginalização



imagem retirada da internet

29 de agosto, é considerado o dia Nacional  da visibilidade Lésbica. A data foi criada no 1º Seminário Nacional de Lésbicas em 1996, por lésbicas brasileiras. E qual o motivo de se criar uma data para elas? O motivo é sempre o mesmo quando falamos de minorias discriminadas e vítimas de preconceitos, mostrar as pessoas que essa realidade existe e que por conta disso a mulher lésbica sofre violência de todo tipo, física, verbal e psicológica em todos os lugares que frequenta. Enfrentam a lesbofobia, a misoginia, e as mulheres negras lésbicas ainda enfrentam o preconceito racial junto.  As mulheres lésbicas são invisíveis no sentido de que sua realidade é ignorada. Ser desprezada por sua orientação sexual, ter seus direitos violados, sofrer estupro corretivo ( Estuprar com a finalidade de corrigir e punir as lésbicas, bissexuais, trans, com a intenção de transformá-las em mulheres ), tamanha violência e ignorância não tem explicação. Acredita-se que o  índice de suicídios entre as lésbicas é maior do que se  apresenta, mas há poucos estudos sobre esses dados. A invisibilidade já se apresenta nessa falta de dados, sem um estudo mais detalhado dessa realidade não se implementam políticas e ações públicas para combater a violência e a discriminação, como se o problema não existisse. A violência contra essas mulheres é ignorada pelo Estado, vários casos de violência aconteceram recentemente e pouco se falou sobre isso, não houve divulgação desses assassinatos, não há essa preocupação de fazer o registro e de saber onde eles estão acontecendo, como estão ocorrendo. O Estado ignora essa violência.
As lésbicas e bissexuais sofrem pelo menos um estupro corretivo por mês. Os bissexuais, os homens  transgêneros estão incluídos nessa violência toda. O que mais impressiona é constatar que a violência também é provocada por pessoas que convivem com a vítima, pessoas próximas, ex- parceiros. O preconceito ocorre em todos os espaços. Muitas não sabem que podem contar com a Lei Maria da Penha que também é para casais homossexuais. Outra consequência da invisibilidade é a desinformação  e a falta  de preparo dos profissionais da saúde para lidar com essa população. Não existem políticas sexuais para essas mulheres, como se a saúde sexual delas não fosse importante, como se não estivessem sujeitas a doenças e contaminação como qualquer pessoa.Os direitos fundamentais do homem  proclamados na Constituição Federal e na Declaração dos Direitos Humanos continuam sendo violados, o desrespeito praticado pela sociedade em geral, o despreparo dos profissionais da educação, a discriminação religiosa, as agressões de toda ordem, o ódio, a exclusão provocada pela ignorância, são  fatores discriminatórios perpetrados contra os homossexuais, o que acaba causando a marginalização e a segregação social de pessoas que têm uma sexualidade distinta. Assim acontecem a cada hora atos de violência, atos de crueldade e humilhação contra a população homossexual, lésbicas, gays, transexual.
Existir um dia da visibilidade lésbica é necessário para que nos conscientizemos sobre  a desumanidade dos atos violentos que são infligidos a essas mulheres diariamente, para que a gente perceba a crueldade, a humilhação, o descaso com essa população. Quando chegará o dia em que a orientação sexual não fará diferença? A  orientação sexual  não  diz quem  a pessoa é, não faz o seu caráter, os valores de uma pessoa não são pautados pelo sexo, e sim por aquilo que acreditam e respeitam. Ser mulher já é motivo para sofrer discriminação, imagine mulher e lésbica! Desrespeitar e desvalorizar alguém, humilhando e discriminando em função de sua orientação sexual, é tratar com desigualdade e ferir a dignidade do ser humano. Não podemos aceitar que discriminações/preconceitos validem e limitem direitos que são  essenciais e fundamentais para a sociedade. O direito independente de estar na Lei Maior, deve antes ser importante para o indivíduo e para a sociedade, deve ser fundamental para o ser humano.  A declaração Universal dos Direitos Humanos proclama em seu Artigo 1° “ Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.” Infelizmente o Brasil está entre os países em que há o maior número de assassinatos por orientação sexual. Pelo menos um a cada 28 horas, e mais de 90% deles motivados pela homofobia., que é  a aversão e o preconceito aos homossexuais. É preciso respeitar essa minoria, dar espaço para elas falarem, parar com o massacre duplo que sofrem (mulher e lésbica), parar de achar que a heterossexualidade é obrigatória, mostrar aos homens que elas não são ameaças ao seu patriarcado, e que ser lésbica não é modinha. Perseguir e marginalizar as lésbicas com a intenção de calá-las não vai fazer com que o problema desapareça. Lésbicas contribuem para a sociedade tanto quanto qualquer outra pessoa. A ONU reconhece o dia  da visibilidade lésbica., criou a campanha “Livres e Iguais”  que destaca a importância do apoio familiar para as pessoas LGBT, conscientiza sobre o preconceito e luta por uma sociedade mais justa. É preciso que os casais LGBT tenham uma legislação que lhes garanta os seus direitos, vamos legitimar  o que já é  jurisprudência.
            A dignidade da pessoa humana só está garantida quando direitos fundamentais como liberdade e igualdade estão protegidos, garantidos, e, principalmente respeitados, pelo Estado que deve zelar e cuidar de seus cidadãos, e pela sociedade que deve ter um olhar de igualdade e sem preconceito com o ser humano independente de sua orientação sexual
Mariene Hildebrando


quinta-feira, 6 de julho de 2017

A Desigualdade de Gênero: Homem x Mulher

A desigualdade de gênero não é um “privilégio” do Brasil. Infelizmente ela existe desde a antiguidade e persiste até nossos dias. Mas afinal o que é gênero? Gênero pode ter vários significados, aqui nos interessa o significado de gênero em relação ao homem e a mulher. Alguns conceitos:
“Conceito que engloba todas as características básicas que possuem um determinado grupo ou classe de seres ou coisas.”
“Conjunto de seres ou objetos que possuem a mesma origem ou que se acham ligados pela similitude de uma ou mais particularidades.”

Nossa constituição estabelece em seu artigo 5º, inc. 1º:
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição ;

            Temos garantida a igualdade de todos constitucionalmente,  no entanto, esse amparo legal sofre  diversas violações no dia-a-dia, o desrespeito a esses direitos acontece a todo o momento, expondo a fragilidade de nossas normas jurídicas perante séculos de discriminação contra a mulher. A mulher precisa trabalhar dobrado para conseguir um salário igual ao do homem. Tem dupla ou tripla jornada de trabalho, visto que trabalha em casa também. A mulher sempre foi vista como um ser inferior e que devia submissão ao homem, e, embora esse quadro venha mudando ao longo dos anos, através de lutas e movimentos feministas, a participação feminina na política, na educação, no mercado de trabalho continua desigual.
A desigualdade de gênero fere princípios e direitos básicos do ser humano, no caso a mulher em especial. Fere o princípio da dignidade humana É sobre a liberdade e a igualdade que está fundamentada a dignidade da pessoa humana. Desrespeitar e desvalorizar alguém, tratar de maneira diferenciada, humilhando e discriminando em função de gênero, é tratar com desigualdade e ferir a dignidade do ser humano. Não é aceitável que discriminações/preconceitos sejam eles de que tipo forem, invalidem e limitem direitos que são  essenciais e fundamentais para a democracia, agindo assim com certeza estaremos fortalecendo a desigualdade social que já existe. Há quem defenda a tese de que homens e mulheres por serem biologicamente diferentes teriam justificadas as desigualdades existentes. É inadmissível usar as desigualdades biológicas para justificar seja lá o que for que exclua a mulher, que discrimine, que  use de violência, que produza qualquer tipo de injustiça.
             A expressão gênero foi utilizada pela primeira vez no Brasil na Convenção de Belém do Pará em agosto de  1996. Está incorporada nas legislações de vários países bem como nas normas internacionais. No Estatuto do Tribunal Penal Internacional (Roma 1998) está incorporado o conceito de gênero: o art. 7º, item 3, “entende-se que o termo “gênero” abrange os sexos masculino e feminino, dentro do contexto da sociedade, não lhe devendo ser atribuído qualquer outro significado”.


            A ONU divulgou o relatório O Progresso das mulheres no mundo, (2015-2016),que mostra que as mulheres recebem um salário quase 30% inferior ao do homem na mesma função. Segundo a ONU, “as mulheres são responsáveis por uma carga excessiva de trabalho doméstico não remunerado referente aos cuidados com filhos, com pessoas idosas e doentes e com a administração do lar.” ( Agência Brasil/Direitos Humanos).

            A ONU Mulheres foi criada em 2010 para tratar da igualdade de gênero e empoderamento das mulheres, investindo na capacidade econômica das mulheres como forma de garantir a diminuição da desigualdade existente. Segundo a ONU o Brasil  tem trabalhado para que essas diferenças diminuam, e se destacou pela criação de mais  trabalho para a mulher e por políticas de inclusão na vida econômica do país. Ações públicas que se propõe a diminuir as desigualdades são de extrema importância e permitem que avancemos  na luta por trabalhos decentes e redução da desigualdade salarial entre homens e mulheres, maior participação política  da mulher, e tantas outras medidas que podem ser tomadas e que valorizem o papel da mulher no desenvolvimento do país.
            Não é fácil mudar uma história de anos de preconceito e discriminação de uma sociedade patriarcal. As desigualdades não são apenas a nível cultural, mas econômicas, políticas, e decisórias. Apesar das mulheres superarem os homens em nível de escolaridade, de representarmos mais da metade da população e do eleitorado, e sermos quase 50% da população economicamente ativa do país, o abismo entre homens e mulheres ainda é grande.  Precisamos ocupar os espaços que ainda não ocupamos em função da desigualdade acentuada, políticas de enfrentamento são bem-vindas. O que queremos é uma sociedade mais justa e igualitária que garanta a todos, igualdade e oportunidade, independente do gênero, da cor, da raça.

Mariene Hildebrando
Especialista em Direitos Humanos
Email: marihfreitas@hotmail.com



Direitos Humanos ou Direitos dos bandidos?

Eis uma pergunta que sempre é feita para quem defende os Direitos Humanos. Direitos humanos só servem para proteger bandidos?.  Não. Direitos humanos são direitos fundamentais que possuímos e são para todos. A defesa dos direitos humanos não é algo individual apenas, garante  direitos a todas as pessoas. Não existem garantias que um cidadão inocente não possa sofrer algum tipo de perseguição ou constrangimento ilegal, e vir a ser tratado como bandido, e até o engano ser desfeito ele vai querer alguém lhe defendendo e garantindo seus direitos. Esses direitos não são, portanto, prerrogativas de bandidos apenas, e sim da sociedade em geral.
Perguntas que demonstram o quanto as pessoas estão preocupadas com o seu umbigo apenas. Minha resposta é simples. Todos têm direito ao Direito, e os Direitos Humanos são para HUMANOS! Simples assim. Mas parece difícil convencer aquele que se acha melhor que o outro porque não cometeu “nenhum crime”, as justificativas são muitas. As críticas são imensas, e a ala mais conservadora da sociedade acha que os direitos humanos servem para privilegiar bandidos, legitimando a conduta transgressora, através de uma punição segundo eles inexistente, pois não pune. Nesse sentido o entendimento é que somente uma postura violenta e dura daria resultado e faria a criminalidade diminuir, algo como : Bandido não tem direitos, e qualquer punição que sofra ainda é pouco.
            Direitos humanos ou Direitos naturais, individuais, servem para designar a mesma coisa, os direitos fundamentais do homem. Correspondem às necessidades básicas do ser humano, aquelas que são iguais para todas as pessoas e devem ser atendidas para que se possa levar uma vida digna.  São princípios que servem para garantir nossa liberdade, nossa dignidade, o respeito ao ser humano para termos uma sociedade com igualdade para todos.
            Se são universais subentende-se que são para todos, independente de credo, raça, cor, sexo, posição política, social, econômica etc. inclusive para bandidos. Portanto dizer que os Direitos Humanos se preocupam apenas com bandidos é uma falácia. Não podemos ser tão ingênuos a ponto de querer isolar o criminoso pensando nele como apenas um indivíduo mau caráter, de má índole. Essa visão simplista não se sustenta. O sujeito é fruto de vários fatores sociais. Como as pessoas viram marginais?  Por acaso as pessoas nascem bandidos? Prevalece em nossa sociedade injustiças e desigualdades profundas que são a base para a criminalidade. Não somos a favor do crime, e todos que são vítimas têm o direito de ficarem furiosos com isso, mas não respeitar os direitos humanos não vai ajudar a mudar esse quadro que aí está, pelo contrário, só vai fomentar o ódio e aumentar a criminalidade.
 É certo que nada justifica o crime ou qualquer outro tipo de violência. Tudo que fere a dignidade humana deve ser combatido, mas dizer que os Direitos Humanos são apenas para bandidos é não querer encarar a realidade que vivemos que é a da desigualdade social.
            É natural que os defensores dos direitos humanos dediquem mais atenção àqueles que são mais frágeis e que ocupam uma posição menos privilegiada dentro de uma sociedade. A impunidade tem sido uma das bandeiras dos militantes dos direitos humanos, dizer que bandido bom é bandido morto é menosprezar a vida humana, é dizer que uns são melhores que outros, e se arvorar juiz da vida, determinando quem deve morrer e quem é digno de continuar vivendo.
    Quando falamos em Direitos Humanos, muitas ideias passam por nossa cabeça, muitos assuntos e discussões, vemos os direitos humanos serem violados a todo o momento em todos os lugares, e, em todos os tipos de sociedade. Portanto discutir o direito dos criminosos é discutir o direito de seres humanos. Bandido, criminoso, tem que ser punido sim!  Mas essa punição não cabe a nós cidadãos comuns, e sim ao Estado que tem como função promover o bem comum, zelar pela segurança e bem estar do cidadão.
            A insatisfação social ocasionada pela ineficiência do Estado em punir, gera a vontade de fazer justiça com as próprias mãos. Isso se percebe nos linchamentos e casos de vinganças que ocorrem diariamente. É verdade que a criminalidade aumenta cada vez mais e isso nos assusta, mete medo, nos causa insegurança e alimenta nossa raiva contra essa situação que se instalou em nosso dia-a-dia. Mas achar que nós mesmos podemos resolver a situação, cometendo atrocidades, fazendo “justiça” não resolve em nada os problemas. Culpar os defensores dos direitos humanos também não.     As leis são para todos, criminosos ou não. Os defensores dos direitos humanos lutam pelo respeito e defesa desses direitos. Não defendem bandidos, mas sim o direito que é de todos a um processo legal, as garantias constitucionais. Lutamos para que haja justiça e punição, mas sem deixar de lado as normas, as garantias aos direitos sociais e individuais, a preservação da dignidade humana. Não queremos voltar ao tempo da vingança privada, ou permitir ao Estado que exerça seu poder ilimitadamente sobre os cidadãos.  Direitos humanos são para as vítimas e são para os bandidos. Se nos sentimos ameaçados e sem liberdade por conta do medo que nos domina, vamos cobrar de quem tem que nos proteger. Vamos cobrar uma atuação mais rigorosa do Estado. A paz só é possível com a observância dos direitos humanos. Como declarou Martin Luther King, Jr., quando defendia os direitos das pessoas de cor nos Estados Unidos durante a década de 60: “Uma injustiça em qualquer lugar é uma ameaça para a justiça em todos os lugares.”
Mariene Hildebrando

e-mail: marihfreitas@hotmail.com

sábado, 3 de junho de 2017

SISU



#Sisu2017: Até as 18h desta quinta-feira, 1º, foram registrados 887.861 inscritos e 1.703.657 inscrições – cada participante pode fazer até duas opções de curso.
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Fez o #Enem2016, mas não garantiu o seu lugar na instituição de educação superior? Você tem mais uma chance! Basta se inscrever no processo seletivo do 2º semestre. 
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Professor, desafie seus alunos a realizar um projeto que irá melhorar a vida da comunidade.
Convide todos os alunos da classe para realizar um trabalho prático e mostre como os conteúdos de sua disciplina podem contribuir para o desenvolvimento do projeto. Suas aulas serão ainda mais dinâmicas e envolventes.
É muito simples se inscrever e concorrer. Escola, diretor, professor e alunos, todos podem ganhar!

Quem pode participar?

Professores de Biologia, Física, Química e Matemática ou outras disciplinas relacionadas às áreas das Ciências da Natureza e da Matemática e suas Tecnologias , que lecionem no Ensino Médio, em escolas públicas das redes municipais, estaduais e federal.
Será emitido certificado de participação a todos os professores cujos os projetos forem classificados para concorrer à 4ª edição!